olha a cobra!… é mentira…

a Trip e o Henrique Goldman publicaram nota afirmando que o texto que deixou tanta gente indignada, como eu (post abaixo), era ficção. Ufa!

http://revistatrip.uol.com.br//coluna/conteudo.php?i=25613

Carta aberta

A TRIP publicou uma coluna do Henrique Goldman que é triste.

Eu até entendo que moleques de 14 anos tenham tesão na empregada, e muitos deles podem até ter tido a primeira transa com uma. Entendo que durante a pré-adolescência tenham tentado beijar sem sucesso as coleguinhas da escola.

Tudo isso é real e natural.

Mas daí a, junto com outro colega, forçar a empregada a uma relação sexual, é estupro. E estupro é crime. Crime do mais feio, independente de raça, cor, religião, posição social, financeira ou cultural. É crime, é crime e é crime. Ponto.

Mais feio que isso ainda, é a TRIP publicar a coluna de uma pessoa que assume ter cometido tal crime. É exemplo do que? Estupre e 30 anos depois publique uma coluna pedindo desculpas que tá tudo bem?

Se a intenção do colunista realmente era a de se desculpar com a Luisa pelo absurdo, ele deveria ter procurado a moça pelo Brasil. Caçado ela onde quer que esteja. Encarado ela de frente, assumido a atitude horrenda e a responsabilidade de ter marcado de forma tão desprezível a vida da moça. Depois, deveria se dispor a retratar-se pelo feito – se é que é possível. Tudo isso com ela. Direto pra ela.

Pelo que ele fala no texto, acho difícil que a Luisa leia a TRIP – revista ou site. Então esse pedido de desculpas não passa de uma tentativa hipócrita de dormir em paz, sem encarar a responsabilidade pelo que fez.

É difícil perceber, reconhecer e desculpar-se pelas coisas que se faz na vida. Eu tenho tentado agir cada vez mais dessa maneira, embora seja muitas vezes não – ou má – compreendida. Mas minha consciência fica em paz real e não hipócrita como a nosso sujo colunista.

hey mate!

Show do Young Knives na Clash. Lucio Ribeiro abre a noite discotecando. Eu penso “Se a discotecagem do Lucio fosse sempre assim, eu iria às festas dele.”. Em seguida, penso: “Se o som da Clash fosse esse, eu viria sempre.”

Johnny Flynn no palco. Folk. O cara parece o Jordy adulto. Eu penso: “Tenho preconceito com loiro de cabelo arrumadinho, não me passa credibilidade nenhuma.”. Em seguida, penso: “Falta uma banda pra esse cara… zzzzzzzzzzzzzzz”

Entre uma banda e outra, o Lucio Ribeiro volta e toca Mallu Magalhães de novo. Outra música, mas Mallu de novo. “Aí não é legal né.”.

Young Knives. Surpreendentemente bom. Valeu a pena sair no frio. O baixista, House of Lords, é uma figura. O som é muito bem tocado e o humor britânico – que eu adoro! - esteve presente em todo o show. Só conhecia as músicas do primeiro disco, mas adorei as do segundo também. Não estava cheio, então deu pra ficar pertinho do palco e ver bem o show, pena que no fundo tinha os publicitários, patrocinadores e afins conversando como se fosse um restaurante.

Recomendo!

vmb 2008 e a vergonha alheia

Eu não vou negar que o VMB de ontem me doeu no coração. Foi a maior vergonha alheia que já senti na vida. As coisas iam bem MTV de sempre, nada de incrível, mas nada excessivamente ruim – até que… Tem muita, muita coisa mesmo que foi decepcionante, impossível falar de todas aqui.

Eu achando que a coisa mais chata ia ser a apresentação do Ben Harper (com a banda e com a Vanessa da Mata). Eu achando que chato ia ser ouvir o NX sendo chamado pro palco o tempo todo, porque era bem esperado que eles levassem as categorias a que foram indicados. Eu achando que Fresno com Chitãozinho & Xororó seria de doer. Eu achando que a banda do Junior (da Sandy) seria o “grande” lançamento exclusivo da MTV e ia fechar o VMB. Eu achando que o ponto alto seria a apresentação do Bloc Party, como foi a Juliette ano passado.

Quem assistiu sabe que errei todas as previsões acima.

O Ben Harper foi chato, porque eu não gosto do som dele, não suporto a Vanessa da Mata. Mas a apresentação dele foi elegante, foi certa e foi ao vivo.

O NX subiu no palco muitas vezes mesmo. Mas não foi chato, principalmente quando aquela imbecil que ninguém sabia quem era quis “protestar” contra o prêmio. Era uma das vocalistas do Bonde do Rolê (quem mesmo???) que não só não foi reconhecida pelos rapazes do NX como ainda ouviu um “Peraí tia!”. Juro, achei que eu ia morrer de tanto rir. Esse sim foi um dos pontos altos da premiação. Pior foi o encerramento: com pena da rapariga, o Di (vocalista NX) entregou o microfone e pediu pra molecada dar atenção pra moça. Delírio! Eu não curto o som do NXZero, mas acho horrível esse Bonde do Rolê também. Pra mim, quem gosta de um e critica o outro é tudo farinha do mesmo saco.

A apresentação do Fresno com Chitãozinho & Xororó foi a melhor apresentação da noite. Eles ornaram. A música ficou ótima. A galera do Snake Pit empolgou (finalmente!). A apresentação tinha que encerrar ali, com eles, ao vivo, como todos os anos. Tradição que não deveria ser quebrada: terminar com uma grande apresentação ao vivo. Só teria sido mais incrível, se eles mantivessem o “we are the world” do hit do Adnet, mas voltando do VT para todos os artistas cantando (ao vivo) no palco. Ai sim seria um orgasmo até que enfim.

A banda loser Junior (da Sandy), Champignon, Peu e sei lá quem é chata. Mesmo assim, teria mais efeito se fosse encarada como lançamento exclusivo da MTV. No roteiro, poderia fechar o VMB, varias chamadas durante a premiação para encerrar com o lançamento. Ou poderiam tocar e chamar o prêmio “Aposta MTV”. Tinham que ter um contexto melhor, uma vez que a banda não se garante por si só.

O Bloc Party gente. O Bloc Party foi o ponto onde todo o bolo do VMB 2008 desandou. Dali em diante, nada mais prestou. Foi uma piada sem fim. Se foram eles que quiseram fazer playback, se foi a MTV que pediu para eles darem uma de Milli Vanilli (licença Pagani!) não importa. O que importa é que as duas partes, em algum momento, acordaram pela dublagem. Desrespeito número 01. E a banda não segurou a onda de ser vaiada e descambou pro mais ridículo. Desrespeito número 02. Pena. Pena mesmo. Isso me faz ter certeza de que o Kaser Chiefs vai ser (bem) melhor que o Bloc Party no Terra.

Eu poderia escrever um blog inteiro sobre o VMB. O VT do Andreas Kisser. Guitar Hero que nem foi lembrado na votação da banda dos sonhos e ainda pagou o mico de: a) ser chamado de arroz de festa, inclusive pelo Kiko Zambianchi e b) aparecer fazendo um solinho bem meia boca, com direito a ventilador no cabelo e descontextualização total. A banda dos sonhos formada por meio Paralamas, Chimbinha (piada feia da MTV com a maior banda indie brasileira) e D2 que já tinha fumado (e sei lá mais o quê) todas. Banda do pesadelo, deveria chamar. Mion semi-nu, de novo, não tem graça, é gratuito, é feio, é laranja, é repetição, é a prova da falta de imaginação do VMB.

Me doeu no coração porque eu já trabalhei lá, ainda trabalho de vez em quando. Me doeu no coração porque eu sei o quanto os funcionários trabalham pra colocar a premiação no ar. Me doeu no coração porque algumas pessoas ali também não concordaram com muitas coisas que foram pro ar. Me doeu porque a MTV perdeu o rumo de vez. Eu ainda tinha esperança de que, em algum ponto, a MTV voltaria a valer a pena.

Por favor, cancelem a festa de 15 anos do VMB ano que vem. É o melhor que se faz. Tirem um ano sabático. Não se (e me) envergonhem mais ainda – se é que é possível.

SKOL BEATS e as coisas que eu (realmente) não entendo

Pelas minhas contas corridas de cabeça, eu já trabalhei em uns 03 Skol Beats. É sempre muito trabalho. Não sou fã de música eletrônica, na verdade nem conheço muito. Mas o mais engraçado é que o que me enche o saco nesses eventos não é nem a música – já peguei shows incríveis como LCD Soundsystem e Prodigy. O que realmente é chato são aqueles homens semi-nus de óculos escuros.

Tudo bem, eu não entendo os óculos escuros a noite, mas imagino que isso deva fazer parte de uma viagem de quem curte o som, assim como o lml nos shows de rock. Mas meninos, e meninas, é feio demais, vergonha alheia demais, ridículo demais ficar dançando sem camisa num frio desgraçado. É mais feio ainda, meninas, dar uns pegas nesse tipo de cara.

O mais incompreensível é que eles se acham tão lindos e gostosos que quando te vêem de cara fechada (sim, eu fico de cara fechada perto desse povo) e começam a dançar “sexy” bem na sua cara, tipo: “hmmm sou gostoso! Dá uma olhada!”. Não! Não é!

Outra coisa que eu não entendo: meninas de salto num festival que dura horas. Se eu curtisse o som e fosse a passeio, certeza que estaria com a mesma roupa: calça jeans, um tênis confortável (meus all star de sempre), camiseta e casaco. Roupas confortáveis e quentinhas para agüentar a maratona. Quem vai ao Skol pra descolar um gatinho, meu deus? Inda mais quando uma boa parte da população masculina do local são os feios-dorso-nu!?!?!

Das coisas rápidas que não entendo, ainda temos: Gui Boratto, quem gosta? Armin Van Buuren, idem? Gente dormindo no meio da pista, vai prum cantinho né? Geral com pirulito na boca – parece que é por causa do ecstasy, mas masca um chicletinho né, bala, chocolate, pizza, hot dog…

Enfim. Saldo geral, de shows desse ano foi, na minha opinião: Justice é menos do que o barulho em volta deles; Pendulum (foto) é legal porque é banda, apesar do vocalista mala; Digitalism foi melhor que Justice, mas faltou um sal; Miguel Migs foi bacana e Renato Cohen tem bastante fãs; Armin Van Buuren é Pacha demais; Gui Boratto já falamos; Mixhell eu gostei; Montage sem comentários né. O resto eu não vi, não posso falar…

são paulo delícia

A vida anda corrida. Ainda bem. Muito trabalho e, esperamos que em breve, uma significativa quantia em dinheiro a vista. O que aconteceu é que no meio de tanta correria, consegui fazer uma caminhada de 40 minutos.

Assim. Fui visitar uma locação no comecinho da Augusta, lá no centro, onde ela nem chama Augusta sabe – perto da Rua Avanhandava ali. Então que ao sair, fiquei com preguiça do metrô e optei pelo ônibus. Como não sabia a linha que, certeza, passaria aqui em casa e não tinha dinheiro nem Bilhete Único carregado para duas conduções, caminhei até a Amaral Gurgel. Embaixo do Minhocão fica fácil, praticamente todos os ônibus vem até o final do minhocão, aqui em casa. Fui andando, andando, andando. Passei uma loja linda que só vende coisa do Elvis. Vi a Igreja Santa Cecília. Passeei pela Rua das Palmeiras e descobri um comércio bem variado por lá: loja de artigos religiosos de Umbanda e Candomblé, farmácia de manipulação, PFs fedidos e outros nem tanto, botecos, bar da Morena que tem ar de bar de cidade do interior nordestino. Na Praça Marechal reformada, tinha um morador de rua varrendo. Ele lavou suas roupas e as pendurou para secar no parquinho. Enquanto isso, pegou a vassoura e saiu varrendo a praça toda – enquanto isso, dois garis da Prefeitura conversavam tranquilamente na esquina sem notar a ação do moço, morador da Praça. Atravessei a já General Olímpio da Silveira: lojas de móveis antigos e novos, de boa e de duvidosa qualidade, livraria cristã enfeitada para o Dia das Crianças…

Quando me dei conta, estava do lado de casa, em frente à estação de Metrô que teria descido. Caminhei mais um pouco e cheguei tranquilamente. Fazendo turismo, em dia de semana, na minha própria cidade.

De um grande e amaldiçoado labirinto, a única maneira de sair é: voando

Aparentemente, eu tenho um poder de persuasão muito forte. Durante algum tempo da adolescência quis muito ter uma capacidade de convencimento e encantamento. Precisava fazer com que minhas amigas gostassem das mesmas músicas que eu, dos mesmos filmes, livros, roupas, lugares… para deixar de me sentir tão ET, tão fora de lugar. Não deu (nada) certo – andei quase sempre com um grupo majoritariamente masculino.

Agora, aos 31 anos virei personagem de novela mexicana. Com menos força e dinheiro, deixei a impressão de manipuladora pairando em algumas cabeças por aí. O estranho é aos 15, 16, 17 anos acreditamos em (quase) tudo, somos facilmente influenciáveis e lutamos com unhas e dentes por idéias que logo dão lugar a outras, muitas vezes contrárias, mas sempre fortes e cobertas de verdade adolescente.

Aos trinta, parte-se do princípio de que a personalidade já está construída. As idéias sempre mudam, o que é saudável, mas somos de difícil manipulação – pelo menos pessoas inteligentes, esclarecidas como as que tenho a sorte de conviver. Fica mais trabalhoso para a propaganda, a televisão, o bispo, o traficante, o político, que dirá pra mim.

Essa é uma idéia que tem povoado bastante a minha cabeça ultimamente. Depois de muito barulho por nada, resolvemos, em comum acordo, optarmos pela honestidade, verdade. Sabíamos que não seria fácil, muito menos para a outra parte. Mas era o certo a ser feito. O justo. O correto. Não foi um ato impensado, talvez inconseqüente; mas não impensado nem solitário. Não foi manipulado, nem falso – foi de intenção totalmente contrária: a de jogar um pouco de maturidade, transparência; de reconhecer os próprios erros, voltar atrás e tentar redimir-se. O resultado não foi o esperado e, aparentemente, teve um efeito maior e pior: ganhei uma força, nada boa, que jamais imaginei ter.

Numa gangorra entre o arrependimento pelo resultado final e a leveza pela atitude escolhida, fiquei repensando e procurando o novo erro. Foi então que, lendo a coluna de Francisco Bosco, dentro de uma matéria com Jay Adams, senti certo alívio. Ele diz:

“… Muitas vezes em nossas vidas nos debatemos com situações impossíveis, enredamo-nos em nossas próprias teias, e nos exaurimos tentando nos desvencilhar, sem sucesso. Compreender essas situações pode ser um passo importante, mas não basta, e ás vezes é tanto um remédio quanto um veneno: o saber pode nos afastar do ato (sendo essa a tendência do sujeito neurótico). Em casos assim, só o ato liberta. E um ato é geralmente algo difícil de realizar. Costuma exigir uma alta concentração de força, um acolhimento da angústia, um retesamento das energias negativas que preparam o salto do ato. Não havendo esse processo, dá-se um ato em falso. Uma ação que não se sustenta, que não modifica a ordem das coisas e a situação, nela, do sujeito. Mas o verdadeiro ato é libertador, abre um rasgo nas coisas, faz surgir um céu e um caminho. E um ato requer uma mudança de paradigma para que possa sustentar-se…”

Nosso ato foi de curto alcance, mas foi libertador. Foi libertador como é quando se assume as falhas; quando se opta pela falta de julgamento, pré-julgamento; quando se lembra de que está agindo de maneira da qual não gostaria ser alvo. O texto de Bosco me trouxe a pequena porcentagem que faltava para ter certeza de que nosso ato não foi em falso. Ele se sustenta. Pode não ter modificado o mundo, uma sociedade, nem mesmo um grupo, mas modificou a nós dois, com certeza.

(O título também é do texto da Trip)

blindness

Ensaio Sobre a Cegueira é um dos filmes mais fodas que eu vi no cinema ultimamente. Eu não li o livro (ainda!).

Achei o filme forte. Forte, bonito em alguns momentos, agonizante em muitos outros. A Julianne Moore é uma coisa de atriz. Engraçado que, apesar da agonia de muitos momentos, não queria que o filme acabasse. Interessante ver como as pessoas reagem para sobreviver, como o egoísmo desponta em alguns e a solidariedade em outros.

Mais interessante ainda, o fato de a única pessoa que conseguia enxergar, não se valer do título de rainha que facilmente poderia impor sob os que perderam a visão e dependiam muito dela. Nem sempre quem tem olho em terra de cego é rei, mesmo. Ver aquelas imagens de São Paulo no ápice do caos foi demais, quase como uma previsão – penso que nesse caso, talvez a visão branca fosse, de fato, mais agradável.

Ainda estou meio sem palavras – vide as opiniões simplórias acima. Mas o importante é que é um filme que todos deveriam ver e ler o livro – meu próximo passo.

Eu recomendo!

shine happy people

Eu e o fotógrafo já garantimos nossos ingressos pro Planeta Terra. Kaiser Chiefs, Bloc Party, Breeders… Melhor festival do ano, certeza. Agora é correr pra comprar o R.E.M e ficar pobre, porém feliz!

O Mars Volta toca na Argentina, no mesmo festival que algumas bandas do Terra (o Personal Fest). Eles podiam estender pra cá.

Outro boato é de que o Pearl Jam tocaria nesse festival. Eu acho difícil. A banda não está em turnê, o Eddie Vedder tava em turnê solo até pouco tempo, o Jeff Ament acabou de lançar seu trabalho e a banda já tem umas 5 músicas prontas e pretende entrar em estúdio para lançar em 2009. Ou seja… Mas tá lá, em alguns sites argentinos, queria que o site oficial do Personal Fest 2008 estivesse no ar pra confirmar. No site do Pearl jam: NADA!

não vou e acho que ninguém deveria ir…

Eu ia comentar no Olhômetro sobre os 05 motivos para não ir ao TIM Festival. São todos ótimos. Eu já tinha desencanado de ir por vários motivos, mas principalmente porque você gasta uma grana absurda pra ser tratado de uma maneira tão tão tão desrespeitosa que, juro!, eles teriam que trazer uma banda MUITO incrível mesmo pra me convencer.

Sem contar os atrasos, a qualidade deprê do que se tem pra comer lá a preços abusados, a água que acaba antes do evento… (leia o post do olhômetro que vale a pena).

Mas o mais irritante é a petulância da organização de se apoiar no fato de que um dia, UM DIA, esse Festival já foi bom, foi esperado, causou desesperos quase a la Madonna na venda dos ingressos (sem a palhaçada da Time4Fun). Lembra do show excepcional do Arcade Fire no Rio? Melhor ainda, lembra quando ainda era Free Jazz? Ah! Doces tempos…

Sabe o que é melhor de tudo? Bastou aparecer um Festival bem organizado pra desbancar bonito o TIM. O Planeta Terra foi o melhor festival do ano passado e promete repetir a dose esse ano. A começar pelas atrações e pelo valor do ingresso (que no primeiro lote é  de R$60,00 valor cheio e de R$30,00 para estudantes)

Se a sociedade fosse realmente educada e as empresas que organizam o TIM Festival e outros eventos realmente se preocupassem com o que o consumidor pensa, 2009 prometia um ano e tanto pra eles e pra gente.

oasis@lord don´t slow me down


Então que a última aquisição do casal foi o DVD “Lord don´t slow me down” do Oasis. O DVD é duplo, no primeiro disco, um documentário; no segundo, um show em Manchester – home sweet home (aliás, o que tem essa cidade com tanta banda boa que sai de lá, hein? Mas essa é outra filosofada).

Assistimos ao documentário ontem. O Spencer ia adorar (se já não viu). Única pena é que as legendas são atrasadas, isso é problema do disco? É “resolvível” ou assim veio, assim vai ficar? O filme é todo P&B e super gostosinho de assistir. É o Oasis em turnê, mas quem gosta de Oasis sabe: Oasis são os Gallagher né? Então que o filme é basicamente os dois. Eles fazem coletiva, vão nas rádios, dão entrevistas no camarim, lançam 

aquelas respostas que somente e apenas eles sabem e podem dar. É Liam e Noel no auge do “sou blasé, e ai?”. Eu, adoro. E acho um charme. Sim. Os dois. Mas o jeito malaco metido do Liam me pegou nesse filme – fazer o quê, tem cafajeste que mulher gosta mesmo.

O próximo passo é assistir ao show de Manchester que deve ser demais. Temos o “Familiar to Millions” que é um show que eu adoro! Os caras tocando em “home sweet home” de Manchester deve ser sensacional.

 

O encarte é legal também. Finalmente estão descobrindo que, embora aquela ladainha do cd ter morrido e tals, o encarte não morreu!!! O melhor ainda é o do Pearl Jam, “Immagine in Cornice”, mas esse tá bem legal com fotos.

Já recomendaria de olhos fechados. Com 50% assistido, então.

In Oasis we trust.

long time no see

 

(este post foi escrito de baixo pra cima)

3.

Eu gosto de dois tipos de shows: aqueles que me fazem suar e aqueles me deixam completamente absorta. E aconteceram essas duas coisas no Festival Orloff5 no último sábado.

O show do Melvins foi uma surpresa muito muito boa pra mim. Não conhecia muita coisa, na verdade conhecia mais de nome. A curiosidade pelo show deles veio por conta do fascínio que o Kurt tinha por essa banda – chegou a fazer teste pra entrar e foi reprovado, acabou colaborando num trampo dos caras: “Houdini”. No começo do show, comecei a perceber que assistir ao Melvins ao vivo ajuda a entender algumas (algumas, veja bem!) pirações, viagens do próprio Kurt. Absorta. Primeira dica de que a noite estava ganha.

Depois tocaram as Plasticines (no começo de tudo teve Vanguart, mas perdi). As Plasticines são lindas. A vocalista me lembrou muito a Brigitte Bardot e a Nancy Sinatra (até arriscou um cover de “These boots are made for walking”). Mas a banda não me convenceu. Principalmente porque elas ficaram meio histéricas com a falta de resposta do público e começaram a apelar para berro estridentes e sem propósito, e até um pseudo-beijo lésbico rolou. Isso não choca mais né gente, “vamo combinar?”. Os homens gostam? Gostam! Mas eles já estavam achando elas lindas e gostosas – isso já era jogo ganho delas antes de entrarem no palco!

otavio sousa

Finalmente o Hives. O show que me fez suar. Eu não sabia que ia gostar tanto assim do show dos caras. Me irritei um pouco com a dominação deles (banda) com a gente (público). Em certos momentos parecia (e talvez fosse essa mesmo a impressão lá de cima do placo) que a gente era um monte de macaco de circo com tantos “batam palmas!” seguidos de “Parem!”. Mas o pior foi “Tira o pé do chão”. Fora esses miquinhos, foi engraçado ver o vocalista Pelle Almqvist arriscando um português xexelento e, confesso, que ele me fez babar um pouquinho. O show dos caras é sensacional. Encerrou muito bem a noite.

Recomendo!

O que estragou foi depois. Fomos comer alguma coisa no Burdog e pedi um x-burguer, como sempre. Acontece que resolvei experimentar o especial deles, achando que era alguma coisa como “molho especial” do Mac Donald´s. Eca! Eca! Eca! Veio MEIA cebola dentro do sanduíche. Juro. Nojento.

Não recomendo!

……………………………………………………………………………………………………..

2.

Fiquei muito feliz com o acesso do Julio D. Borges por aqui e, principalmente, pelo link que ele fez ao “vem do nada” lá no Digestivo. Espero que isso aconteça mais vezes… Através dele, várias pessoas novas leram e deixaram comentários legais (aqui ou no fotolog).

Valeu!

(Minha mãe sempre me dizia que “valeu” era diferente de “obrigado”, mas eu não acho não. Acho que “obrigado” é chato, remete à obrigação, imposição e, na minha opinião, agradecer por isso é completamente sem sentido. “Valeu” é muito mais sincero, remete à valor – e nada melhor que valorizar alguém por alguma coisa.)

……………………………………………………………………………………………………..

1.

Justo num tempinho de tantos acontecimentos, a vida enlouqueceu e eu não tive tempo de contar por aqui. Mas fiquei feliz ao perceber que mesmo assim, algumas poucas pessoas continuavam aparecendo atrás do que eu tenho pra falar (que muitas, a maioria, das vezes é um monte de bobagem não?), e eu não falando nada.

Valeu!

falsa cortesia

Porque esse é o mais lido no Recanto das Letras. De 2006, “Falsa Cortesia”

Começou com uma pergunta: há quanto tempo você não bebe margueritas lamentando, discutindo e exaltando segredos reais com um homem? E há quanto tempo não goza?

Então descobri. Só faltavam as margueritas!

Eu gozo quando leio.

Acabei de gozar com Alain e Marcel. A perspicácia me excita. A ironia das preliminares habilmente conduzidas por Amis também. A literatura me faz gozar. Claro que o sexo convencional como o conhecemos também. Mas ando apaixonada e extasiada com o orgasmo literário.

Explico:

Há alguns minutos, encharcada de suor por Botton e arrepiada de tesão com a recém descoberta de um Proust inseguro, achei uma declaração do último: “Na literatura, a amizade retorna de repente à sua pureza original. Não existe falsa cortesia entre os livros. Se passarmos a tarde com esses amigos, é genuinamente porque queremos assim.” E também: “Nós rimos do que Molière tem a nos dizer apenas quando o achamos engraçado; quando ele nos chateia, não sentimos medo de parecer irritados, e quando realmente estamos cheios dele, simplesmente colocamos o livro de volta na prateleira, como se ele não tivesse nem gênio nem celebridade.”

E então cheguei a conclusão da “falsa cortesia” dos tempos atuais. Proust se referia à presença dela nas amizades, por mais sólidas que fossem. Nesses tempos percebo-a conturbando outras relações.

Hoje, algumas pessoas nos poupam de uma amizade com melindres, expondo abertamente – claro que com um delicado jogo de palavras – críticas, sugestões e conselhos sobre nossas atitudes, escolhas e opiniões; por outro lado, utilizam-se da, como chamou Proust, “falsa cortesia” nas relações amorosas. Não me refiro aqui apenas às relações realmente de amor, e sim a qualquer relação onde o sexo, ou a vontade dele, esteja presente.

Tentarei através de um exemplo.

Ando ouvindo muito de pessoas próximas: “cansei de joguinhos!”, “não sei fazer joguinhos!”, “acho que ele ta fazendo isso por causa daquilo.” Os “joguinhos” são a “falsa cortesia” dos tempos pós-modernos. Apliquemos ao Proust supracitado.

“Na literatura, o amor/sexo retorna de repente à sua pureza original. Não existem joguinhos entre os livros. Se passarmos a tarde com esses amantes, é genuinamente porque queremos assim.”

Nas novas relações amorosas, nos privamos de passar a tarde com o amante não porque queremos assim, mas porque calculamos uma estratégia de conquista insana onde quanto menos juntos estivermos, mais vontade causaremos ao parceiro. Se genuinamente queremos estar com ele, não nos é permitido a demonstração de tal, segundo as regras dos infames “joguinhos” – sim, criamos regras subjetivas, conhecidas por poucos e facilmente mutáveis por qualquer um.

Na literatura não! Posso gozar com qualquer escritor que me excite, sem ser taxada como uma mulher carente, desesperada. Posso debater qualquer assunto, qualquer segredo sem sofrer as conseqüências que os prováveis julgamentos do ouvinte me trariam. Posso declarar minha vontade de estar em sua companhia. Me liberto das insuportáveis dúvidas criadas pela sociedade sobre como devemos agir indiferente para instigar no outro a vontade de ter nossa ilustre presença cada vez mais.

Diante do atual ou possível amante, rimos de qualquer estupidez. Rimos até mesmo de algo que não era uma piada. Rimos porque queremos conquistar. Rimos quando o defeito mais insuportável do ser adorado se expõe. Rimos para causarmos uma impressão que não é verdadeira, mas que nos trará benefícios, nos trará a realização, a concretização de um capricho.

Quando ele nos chateia, simplesmente sumimos. Adotamos a regra de número 45, parágrafo segundo, inciso quarto do “Código de Joguinhos”, e assumimos que essa pessoa não é o bastante para conviver com nossa superior inteligência, delicadeza e genialidade. Não explicamos, não demonstramos, não permitimos a verdade a esse ser agora tão desprezível.

Percebe porque os orgasmos literários têm obtido maiores sucessos do que os físicos? Percebe que é loucura – sem contar perda de tempo - a construção tão elaborada de estratégias de conquista? Deixamos de aprender, de trocar, de transmitir, absorver e tantos outro verbos, por conta de uma exigência escondida da sociedade. É irrecuperável o tempo que perdemos tentando ser indiferentes na esperança de causar algum sentimento de valor no outro.

Aliás. Verdade seja dita. Quem foi o maldito que sugeriu um dia que a indiferença pode atrair o amor? E quem foi o mais maldito ainda que caiu nessa? A indiferença existe, foi criada, exatamente para causar o oposto. O amor é atraído pela inocência, pela honestidade, pelo dócil, pela gentileza, pela companhia, pela lealdade, pela admiração e por tantas outras palavras que nunca, em tempo algum, combinariam com indiferença. Menos ainda com a paranóia que esse plano estratégico é capaz de causar.

Perdemos o prazer de aproveitar uma relação presente em detrimento da tortura de configurar como faremos para obter, através da indiferença, uma futura relação.

Tudo isso não tem sentido algum. É o sadomasoquismo light – sem contato físico. O prazer através da falta de prazer.

radio ga ga

Seguindo a Tati e a Nara: linkando e concordando.

Preciso dizer que eu também ouço a Eldorado FM. E adoro. Adoro o Daniel Daibem. Na época da Brasil 2000 eu tinha um grande fetiche por ele. Minha vontade era conhecê-lo, assim, sem querer, e que ele e sua voz linda se apaixonassem por mim. Através de um amigo, fiquei sabendo que o Daibem não faz meu tipo – mas que, se ainda assim eu quisesse, ele daria um jeito de me apresentar.

Declinei a oferta. Fiquei mais interessada em manter (até hoje) meu fascínio pela voz, palavras e o pouco que sei sobre o Daniel Daibem.

Ainda ouço Brasil 2000 (que tem outro nome hoje, mas pra mim sempre será Brasil 2000), ouço a Kiss FM (às vezes, porque também toca umas coisas muito chatas invariavelmente), a Eldorado e a Mitsubishi FM – última descoberta, rádio boa, a La Eldorado pode-se dizer.

mallu magalhães@my space music tour

(mallu ontem no myspace music tour, por otavio sousa)

A Mallu é um anjinho. Vontade de ter uma malluzinha na estante de casa. Então, naqueles momentos tensos da vida, você aperta um botãozinho e ela, com aquela vozinha suave, mas forte, acalenta seus ouvidos – dançando daquele jeito fofo.

Gostava das músicas dela já. Folkzinho fofo e gostoso. Tinha visto ela ao vivo apenas pela TV e vídeos do You Tube. Ontem no Studio SP teve o primeiro show do My Space Music Tour com ela.

Já na passagem de som ela se mostrou competente e profissional. E fofa (esse provavelmente é um adjetivo que eu repetirei muito nesse texto, então passarei a abreviar F apenas). Ela toca violão, outro tipo de violão, um que parece um banjo, gaita, um teclado de sopro (eu e meus conhecimentos de instrumentos). E canta. E como canta essa guria! Além das músicas F dela, encerrou com uma versão de Johnny Cash sensacional! E saiu correndo do palco pro carro – afinal, hoje de manhã teve aula e prova de matemática.

Cheguei à conclusão que, em minha opinião, a Mallu é uma esperança na juventude de hoje (voz de velhinha falando isso). Quando ela nasceu, o Kurt Cobain já tinha se matado, o “fenômeno” grunge começava a baixar a poeira… Pelas previsões, ela poderia ser uma axezeira, pagodeira, sertaneja ou emo barato; contradizendo estúpidas previsões e preconceitos feitos por gente petulante como eu, veio Mallu F., 15 aninhos (16 nesta sexta), suas músicas igualmente Fs, suas “artes” com cores e traços folk, desviando a atenção de, pelo menos uma parcela, jovens adolescentes para o folk, Johnny Cash, Beatles, e roupas em cores pastéis (não podia perder a deixa).

Recomendo!

streetcure

Amei essa idéia! Podia ter por aqui, tipo na Praça Villaboim, Buenos Aires, Parque da Água Branca, Praça Por-do-Sol…

Via Água de Mamão

energia que dá gosto

Há algum tempo eu me revoltei no fotolog porque a Nestlé ia parar de produzir o Nescau que conhecemos desde sempre. E pra mim não existe leite com Toddy, chocolate do Padre, Quick ou mesmo os outros tipos de Nescau que seja melhor.

Fiquei revoltada e mandei email pra Nestlé reclamando. Eles disseram que fizeram pesquisas e que, realmente, iam parar de produzir o meu querido da lata vermelha.

Tristeza…

Eis que semana passada, recebo o email abaixo.

Felicidade…

O fotógrafo acha que foi jogada de marketing. De qualquer maneira, fico feliz de poder manter minha tradição de 31 anos. Ufa!

Cara Nani,

Foi com prazer que li a sua sugestão relativa ao Nescau. A Nestlé, preocupada em oferecer aos seus consumidores nutrição, saúde e bem-estar, adotou como um dos seus pilares a constante inovação e renovação dos seus produtos. Por isso, conhecer a sua
preferência pelo Nescau tradicional nos enche de orgulho e da certeza de que sempre estivemos no caminho certo.

Nos seus 87 anos de Brasil, esse diálogo com o nosso consumidor tem se traduzido no reconhecimento da Nestlé como a empresa de maior confiança pública. A conquista desse título representa para nós a vitória de um relacionamento transparente e de duas mãos:
fazemos absoluta questão de ouvir o nosso consumidor e de entregar o que é melhor para ele. Para você ter uma idéia, o nosso Centro de Atendimento ao Consumidor recebe cerca de 10.000 contatos diários. Esse relacionamento é um dos maiores ativos desta
organização.

Por tudo isso, a partir do inicio de Setembro, você voltará a encontrar nos pontos de venda o Nescau tradicional, que é o achocolatado de sua preferência.

O seu valioso contato contribuiu para que agora possamos oferecer uma linha mais completa de NESCAU, que decerto atenderá ao perfil de todos os nossos consumidores: NESCAU 2.0, NESCAU Power, NESCAU Nutri Júnior, NESCAU Light e o NESCAU em sua versão
original.

Hoje, é a Nestlé quem diz: Faz bem conversar com você.

Um abraço,

Ivan F. Zurita
Presidente
Nestlé Brasil Ltda.

muuuuummmmmm

Eu sei que prometi post novo, mas a ressaca ta brava. Fomos ao lançamento da coleção de verão da JET e tinha Mumm a rodo. O copo nem ficava vazio, os garçons já enchiam de novo. Assim não dá né.

Fomos sem jantar, pra comer as coisinhas delicias que servem nesses coquetéis. Só que quando a gente ficava no jardim, os garçons eram raros – até chegar lá, a bandeja já tava vazia. E a gente ficou quase o tempo todo no jardim. Entramos justamente pra ver as roupas, que na verdade foi uma desculpa pra filar uma bóinha. Só que lá dentro, encontrei algumas pessoas de trampo, contatos profissionais, e já tava tão bebinha, que achamos melhor ficar longe desse povo e só com os bêbados amigos mesmo.

Mas chique mesmo eram as fotos do fotógrafo passando na TV de plasma. Quanto orgulho!

Só que hoje, mega ressaca. Jet ressaca, como diz o fotógrafo.

brasil-sil-sil

O que acontece com as pessoas que falam que é brega usar camisa do Brasil – inclusive em dia de jogo da seleção???

Já ouvi isso na Copa do Mundo também: “Assistir jogo da seleção com camiseta do Brasil é ridículo né?”. Não. Não é. E não vem me dizer que é fora de moda, porque essa desculpa é mais triste ainda.

Talvez se as pessoas usassem mais a porra da camiseta, a gente não estivesse perdendo feio pra Argentina nas Olimpíadas (no momento 3×0).

Não gosta da camiseta amarela? Tem a opção azul. Não gosta da camiseta pentacampeã, hoje em dia é muito fácil achar aquelas estilizadas dos anos 70. Eu uso uma que ganhei da MTV, é do Brasil, estilo anos 70 e tem um loguinho da MTV na camiseta e eu gosto dela sim. Se fosse azul, talvez eu usasse mesmo em dia sem jogo.

Mas o importante aqui é: não, não é brega, ridículo nem feio usar camiseta do Brasil, principalmente quando tem qualquer joguinho amistoso ou não.

Feio, brega e ridículo é usar camiseta do Corinthias, Palmeiras, São Paulo, Santos, Flamengo, Botafogo, Vasco etc e arrumar treta no estádio, no ônibus, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê.

#prontofalei.

VMB 2008

Então saiu a lista de indicados ao VMB. Todo ano eu discordo de várias indicações, e esse ano não podia ser diferente.

Começando pela categoria “Artista do ano”. Como a fofa Juno, Mallu Magalhães pode ser a artista do ano e Revelação? Acho que ela preenche melhor a segunda categoria, foi mesmo uma das grandes revelações de 2008. Mas ainda é jovem e tem muito que cavalgar para alcançar o posto de artista do ano - como gravar um álbum, lançar um clipe bom, tocar, tocar e tocar muito e em muitos lugares. E o Charlie Brown Jr? Lançou disco ano passado, mas – pelo menos pra mim – passou tão apagado esse ano. Sumido mesmo. Cadê clipe bombando? Cadê Chorão nas rádios o tempo todo? Cadê notícias da banda nos principais sites de música? Nessa categoria, e da lista da MTV, eu fico com os artistas que realmente foram notícia esse ano, tanto pelo lançamento de material (clipe, cd, turnê) quanto pela quantidade de notícias que vi por ai (independente do meu gosto pessoal): CSS, Cachorro Grande, Pitty, NXZero, Fresno, Vanessa da Mata. Nada a comentar sobre a eterna indicação de Nando Reis (ta ficando feio já) e o Bonde do Rolê (piada interna da MTV e conhecido de “indies” por ai – o artista do ano não pode ser uma banda que a maioria das pessoas não ouviu falar).

“Melhor artista internacional” é uma categoria muito ampla, todos os estilos misturados: Radiohead (meu voto) com Kanye West com Amy Winehouse com Paramore com Britney Spears com Coldplay com Justice com Katy Perry com Madonna com MGMT.

O Vanguart já não foi indicado a “Revelação”? E o Strike também, não? Ah! Não! Eles foram indicados à “Aposta MTV” em 2007 (se não me falha a memória o Strike levou), agora subiram de posto e são “Revelação”. Entendi… Mas o Vanguart não tem mais pra indicação de revelação, eles foram revelação em 2006, quando se mudaram pra São Paulo, tocaram em todas as baladinhas alternativas e viraram queridinhos (inclusive meus). Outros indicados: Ponto de Equilíbrio (não conheço, mas deve ser reggae), Roberta Sá (que deve ser mais uma Mariana Aydar, Céu ou coisa que o valha) e Mallu Magalhães (fofa, meu voto, que nessa categoria ela merece).

Na Ego-categoria “Aposta MTV” temos Turbo Trio e 3 na massa que não deveriam estar ai. O Turbo Trio porque já existe há anos (o BNegão ta trabalhando com os Seletores de Freqüência esse ano?) e se a aposta não venceu em, sei lá, 2000 e quanto?, não é agora certo? O 3 na massa, assim como o Turbo Trio, porque é um projeto muito legal feito por 3 músicos experientes e com carreira na música. Quem tem que apostar são eles mesmos (Rica Amabis do Instituto, Dengue e Pupillo da Nação Zumbi) e não a gente. Posso estar errada, mas “Aposta MTV” não seria alguma coisa com bandas supernovas, que têm futuro de sucesso e experiência quase nula no “mainstream” nacional (seja qual for o conceito disso por aqui)? As outras indicações me parecem mais corretas. Eu não conheço e, por isso mesmo, acho que estão na categoria que lhes cabe: China, Garotas Suecas (já ouvi sim!) e Rosana Bronk´s.

Eu nunca ouvi “Pontes Indestrutíveis” do Charlie Brown, mas eu não sou referência, então fica difícil dar minha opinião sobre o “Hit do ano”. Vou apenas listá-los: já falado Charlie Brown – “Pontes Indestrutíveis”; Fresno – “Uma música”; NXZero – “Pela última vez”; Strike – “Paraíso Perdido” (eu não sei que música é essa, mas deve ser uma daquela que ouvi no rádio e pensei “que porra é essa?”) e Vanessa da Mata e Bem Harper – “Boa sorte/Good Luck”.

Se eu fosse votar em “Show do ano”, ficaria com a (banda) Cachorro Grande. Só porque TODOS os shows que eu vi desses caras foi SEMPRE foda demais. Os caras são mestres no palco, impressionante. A Pitty tem um show bem bom também. Eu não conhecia, mas acabei indo na gravação do DVD e outros depois e tenho que admitir: ela e a banda fazem valer o ingresso de quem paga. Ela não pára e os músicos são bons demais. A Mallu fofa Magalhães tem muito o que tocar pra concorrer numa categoria dessas. Lembro de quando começou o fenômeno MM, uma participação ao vivo dela na MTV e – tadinha! – ela errou tudo. Ainda é crua demais. Não vale a indicação e tem muitos anos pela frente pra aperfeiçoar e matar a pau todas as outras bandas. Paralamas do Sucesso e Titãs é covardia. Desculpe a franqueza, mas eu não vi show do Paralamas depois do acidente do Herbert, mas imagino que fique difícil comparar com bandas mais novas e com mais, digamos, energia. Quando fiz o DVD Ao Vivo dos Titãs pela MTV, achei os caras muito bons de show, sem dúvida! Mas eles fazem o serviço, entregam o que o consumidor comprou – 20 e sei lá anos depois eles não são, nem de perto, comparáveis às performances como os Rolling Stones e etc; portanto haja amor, como diria Luis Caldas. E o Zeca Pagodinho gente? Ai meu Deus viu…

Os clipes que concorrem a “Melhor videoclipe” tão difíceis pelo simples fato de que eu não assisti a maioria deles. Bonde do Rolê – “Solta o Frango”; Charlie Brown Jr – “Pontes Indestrutíveis” e D2 – “Desabafo” porque não faço questão mesmo (e, como não sou jornalista musical, não sou obrigada hahaha!). CSS – “Rat is Dead”, CPM22 – “Escolhas, Provas e Promessas” e Nação Zumbi – “Bossa Nostra” porque tô por fora mesmo. O Rappa – “Monstro Invisível”, eu nem sabia que o Rappa tinha gravado clipe esse ano, sei que lançaram um disco. Tudo bem, também não faço questão na verdade (to muito metida à besta?). Dos que vi: Pitty – “De você” com zumbis, NXZero – “Pela última vez” tocando mil vezes por dia em TODOS os lugares, inclusive na festa da filha do Trovão e Cachorro Grande – “Roda Gigante” com direção sempre poética do Spencer que é fodão, na minha opinião. Fico com a dupla gaúcho-soteropolitana de “Roda Gigante”.

As duas últimas categorias são “Webhit do ano” e “Vc Fez”. A segunda ainda não tem os indicados. A primeira conta com algumas coisas que não entendi (“Dança do Quadrado” e “MC Creu”), coisas bizarras (“As meninas de Inri Cristo”), engraçadas e piedosas (“A gága de Ilhéus”) e mais uma da categoria (minha) “nunca ouvi falar”: “A Drag a Gozar”.

FUDEU!

a madonna vem mesmo pra ca!

iuhú!

mas se liga nos preços absurdos!!!! e vai ter aquela merda de pista vip, ou seja, você pode pagar uma puta grana e ficar atrás de um monte de ricos, ou declarar falência de vez e ficar junto da classe AAA.

eu? quero ir MUITO, mas acho que vou encarar uma arquibancadinha de pobre mesmo.

No Rio de Janeiro - Dia 14 de Dezembro

PISTA VIP R$ 600,00
PISTA  R$ 250,00
CADEIRAS CENTRAIS R$ 250,00
CADEIRAS LATERAIS R$ 220,00
ARQUIBANCADA CENTRAL R$ 300,00
ARQUIBANCADAS R$ 180,00

São Paulo - Dia 18 de dezembro

PISTA VIP R$ 600,00
PISTA  R$ 250,00
CADEIRAS SUPERIORES (VERMELHA, AZUL E LARANJA) R$ 300,00
CADEIRAS INFERIORES (VERMELHA, AZUL, LARANJA E DEFICIENTES FÍSICOS) R$ 250,00
ARQUIBANCADA LARANJA R$ 160,00
ARQUIBANCADA VERMELHA E AZUL R$ 180,00

* Pontos de Venda: Para venda de ingressos do maior show da década, a T4F está lançando uma nova plataforma, a TICKETS FOR FUN. Ela será o “guarda-chuva” de soluções de ticketing e e-commerce da T4F nos países de atuação (Brasil, Chile e Argentina). Os ingressos estarão disponíveis para a venda no site da TICKETS FOR FUN (www.ticketsforfun.com.br), bilheterias oficiais, call center e pontos de venda a partir do dia 1º de setembro (show no Maracanã) e 3 de setembro (show no Morumbi).a compra de ingressos.

* Informações: 4005-1525 e www.ticketsforfun.com.br (a partir do dia 20.08.2008)

(via papel pop)

algumas das “43 things”

http://www.43things.com/person/nanielas

(eu sei que ta confuso o novo layout, mas logo eu arrumo!!!)

todo dia 13 é sexta?

The Good

Dia cinza. Delícia. Do jeito que eu gosto.

Peguei pesado na academia. Por incrível que pareça, foi delícia também.

The Bad

Acontece que ficamos sem internet e fiquei DEZ MINUTOS esperando para ser atendida na telefônica até que desisti.

Chegando no trabalho, descobri que não vou ganhar exatamente o combinado. Sendo assim, quem souber de coisas por ai, to available viu.

And The Queen

Quero fazer massagem hoje, eu mereço!

ficando (mais) pobre em 2008

Achei que nada pudesse superar o show do Muse.

Tudo bem que é outra pira, outra história. São outras razões, outras esperanças.

Mas a ansiedade ta aqui.

Ansiedade pra ver um show foda, pra ver o Scott Weiland ao vivo.

(Não, eu não fui no Velvet Revolver. Não, eu não ligo de não ter ido porque, assim como Chris Cornell não é Soundgarden – gostou? – Velvet Revolver não é Stone Temple Pilots)

……………………………………………………………..

Esse segundo semestre me mata, me empobrece, me alegra, me flutua… parafraseando o rei: “são tantas emoções”

Stone Temple Pilots – 14 de outubro – Credicard Hall

Hives e Melvins – 06 de setembro – Via Funchal

Nine Inch Nails – 07 de outubro – Via Funchal

Bloc Party, Kaiser Chiefs*, Raconteurs*, Breeders*, Jesus & Mary Chain – 08 de novembro – Planeta Terra (* são “a confirmar”, mas Bloc Party é sufuciente, e ainda tem o boato do Sonic Youth!!!!)

E tem o TIM FESTIVAL, que não me animou ainda, mas vai saber…

……………………………………………………………….

(sim, ta fora de ordem de data, eu sei. nem ligo.)

pro fotógrafo

i just called to say i love you

cheiro de sossego

Tem uns cheiros que você nunca esquece. Tem aqueles que você só lembra quando sente, mas tem aqueles que você sente só de lembrar. Nessa categoria, tem o cheiro de uma árvore que tem muito em Perdizes e Higienópolis.

 

Quando eu voltei da Inglaterra, fui fazer cursinho no Anglo da Sergipe. Na frente do Anglo tem várias dessas árvores, na rua onde eu estacionava o carro (Dona Antônia de Queirós, perto da Augusta) também. Também tinha em frente ao boteco que íamos depois da aula e na frente do prédio do garoto que eu ficava.

 

Enfim, esse cheiro me remete às coisas dessas épocas como a morte do meu pai, o fim do primeiro namoro importante, a descoberta de uma grande amiga numa pessoa que eu conhecia há anos, a delícia da vida passando e você esperando qualquer coisa do futuro.

 

Entre o cursinho e a faculdade que realmente cursei e me formei, tem um gap de vida. Aqueles momentos que você realmente não lembra o que aconteceu. Sei que entrei numa faculdade, saí, fui pra praia… Sei lá… Devo ter bebido, fumado, saído, ficado com Deus e o mundo até “tomar jeito” e entrar na FAAP.

 

Descobri na FAAP que essa árvore também tinha por lá. Mas eu só sentia seu cheiro quando estudei de manhã. No terceiro semestre fui pra noite e o cheiro sumiu. Virou memória e lembrança. Virou esse cheiro que traz a sensação que tive hoje. Perto da MTV também tem essa árvore e, apesar de 5 anos trabalhando por aqui, jamais senti o cheiro, nem dei a ele qualquer associação ao trabalho.

 

Hoje eu senti. Aqui perto da TV mesmo. E lembrei daquele tempo. Que trampo era só uma parte de quem você era não tinha o poder de te abalar como tem hoje. Pensei que talvez, aos mais de 30, seja importante eu descobrir que árvore é essa e plantar uma bem pertinho de mim – pra sentir aqueles dias de novo e, com eles, acalmar meus dias de hoje.

 

Acho que um incenso dessa árvore resolveria…

in hell

Então que eu resolvi que preciso emagrecer e nada melhor que freqüentar as suadas aulas de spinning da academia.

(pausa pra todo mundo rir da minha cara)

Lá fui eu. Cheguei na academia e fui direto pra sala das bicicletas. Chegando lá, só tinha umas mulheres de 50 anos. “Ah! Que bom! Essa aula deve ser spinning light.”

Sentei na bicicleta, avisei o professor que era minha primeira aula de spinning da vida e ele veio me ensinar a mexer na bike e deu uma explicação por cima sobre a aula.

Começou.

Pedala sem carga nenhuma. Easy!

De repente, a música acelera (ele bem avisou que era no ritmo da música) e o professor grita: “Sobe! Aumenta! Força! Força! Força!…” MEU! Primeiro que sobe significa andar de pé na bicicleta, e quando eu subi, fiquei mais descoordenada ainda. Então ele me avisa que não da pra pedalar sem carga nenhuma de pé. E eu achando que tava enganando ele…

Aumentei a carga e, juro, dei três pedaladas, TRÊS, e sentei. E voltei pra carga zero.

Foi praticamente a aula inteira assim.

Ele: “Sobe! Aumenta! Força! Força! Força!…”

Eu pedalando três vezes em pé, sentando e voltando pra carga zero: “Socorro!”

Ele: “Sobe! Aumenta! Força! Força! Força!…”

Eu pedalando três vezes em pé, sentando e voltando pra carga zero: “Socorro!”

Ele: “Sobe! Aumenta! Força! Força! Força!…”

Eu pedalando três vezes em pé, sentando e voltando pra carga zero: “Socorro!”

Foram os 45 minutos mais longos da minha vida. No meio da aula ganhei uma dor de cabeça por conta do som alto e do ar-condicionado (fora as músicas né.). Muito barulho, muita agitação, muita gritaria “FORÇA! FORÇA! FORÇA! FORÇA! VAI! VAI! VAI!”…

Sai de lá com a cara mais vermelha que cereja, suando e fedendo como nunca e pensando: Nunca mais na vida!

Ele: “E ai? Tudo bem? Difícil?”

Eu: “Difícil!”, sem conseguir nem respirar, nem ficar de pé direito. (dentro da minha cabeça: “não to sentindo minhas pernas”)
Ele: “Aula que vem você melhora um pouquinho”

Eu: “Claro! Quarta eu venho de novo!”, (dentro da minha cabeça: “NEM FUDENDO!”), na mesma posição, esperando uma das pernas se mexerem para que eu pudesse sair logo daquele lugar.

Bom, vou ter que ficar gordinha, mas durinha… Vamos pro Pilates, que acho que serei mais feliz.

shhh… uma hora em silêncio

Pensamentos durante a silenciosa, lenta e japonesa cerimônia do chá:

Se o câmera sempre precisa bater o branco, porque ele (ou o assistente) não carrega um papel branco?

A calma e a paciência japonesa são invejáveis e, provavelmente, causadores da leveza.

Por que o câmera perde o foco toda hora? E por que ele não respeita os limites naturalmente impostos pelas diferenças culturais?

Será que cada vez que elas se curvam tem um motivo diferente?

Hoje ouço aqui que quanto mais se abaixa, mas se agradece e contempla; há um mês, me disseram que quanto mais se abaixa, mais o cu lhe aparece.

Como as japonesas conseguem ficar uma hora seguida sentadas nessa posição? No pain, no gain?

oito

Ah!

Bom 8 do 8 do 8 pra você…